terça-feira, 4 de agosto de 2009

Que país é esse?

Mais de 1 milhão de crianças e adolescentes brasileiros com idade entre 6 e 17 anos têm problemas com uso de álcool e drogas. Pelo menos uma vez na vida o uso das substâncias já provocou acidentes de carro, envolvimento com brigas em casa e na rua e transtornos com a polícia.

Elas fazem parte de universo de cinco milhões de brasileiros (12,6%), nessa faixa etária, que apresentam sintomas de transtornos mentais graves, como hiperatividade ou desatenção, transtorno de aprendizagem ou bipolar, depressão, irritabilidade e comportamentos desafiadores. Informação da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), que encomendou pesquisa ao Ibope.

Número foi maior que esperávamos, mas seguiu tendência já apontada por outros trabalhos anteriores. É um indicativo que o problema está aumentando”, diz Tatiana Moya, coordenadora da pesquisa. Estudo realizado entre 15 e 19 de agosto em 142 municípios de todas as regiões do Brasil. No período, 2.002 mães concederam entrevistas para relatar situação dos filhos.

egundo a pesquisa, 9% dos jovens que pertencem à classe C já apresentaram problemas causados pelo uso de álcool, maconha, ecstasy, cocaína, crack, lança-perfume, cola ou LSD. Nas classes A e B o percentual cai para 4%. Crianças de família com renda entre 1 e 2 salários mínimos também estão mais expostas: 10% delas já tiveram experiências com drogas, enquanto nas de orçamento superior a 10 salários mínimos o índice reduz a zero.

lém da exposição, foi detectada maior dificuldade para mães de baixa renda encontrarem tratamentos aos filhos. O Sistema Único de Saúde (SUS) não conseguiu oferecer ajuda a 60% das famílias que recorreram aos hospitais públicos. “Existência de Ambulatórios de Saúde Mental Infantil é exceção nos estabelecimentos médicos do Brasil”, afirma Moya, que coordena o Departamento de Epidemiologia Psiquiátrica da ABP.

época de maior incidência no consumo é período em que a criança está matriculada da 5ª à 8ª séries do ensino fundamental, quando 11% das mães reconhecem que filhos fazem uso de entorpecentes. A orientação para elas é procurar ajuda com psiquiatras infantis para saber a melhor forma de lidar com a questão. “As crianças, muitas vezes, não reconhecem o problema, não aceitam tratamento e acabam por se envolver em atividades ilícitas para sustentar o vício, como roubos, assaltos e prostituição”, diz Moya.

Caso se mantenham usuários, esses jovens também desenvolverão sérios prejuízos cognitivos. Estudo feito no Departamento de Psiquiatria da Universidade Federal de São Paulo apontou impacto acentuado da droga no cérebro de menores de 17 anos, comparados aos usuários que começaram a usar após essa idade. Quanto mais cedo a iniciação, maiores as dificuldades para solucionar problemas e criar estratégias.

quinta-feira, 30 de julho de 2009

O que é dependência química?

Consiste na necessidade sempre presente, a nível fisiológico, o que torna impossível a suspensão brusca das drogas. Essa suspensão acarretaria a chamada crise da "abstinência". A dependência física é o resultado da adaptação do organismo,independente da vontade do indivíduo. A dependência física e a tolerância podem manifestarem-se isoladamente ou associadas, somando-se à dependência psicológica. A suspensão da droga provoca múltiplas alterações somáticas, causando a dramática situação do "delirium tremens".
Isto significa que o corpo não suporta a síndrome da abstinência entrando em estado de pânico. Sob os efeitos físicos da droga, o organismo não tem um bom desenvolvimento.

Dependência Psicológica

Em estado de dependência psicológica, o indivíduo sente um impulso irrefreável, tem que fazer uso das drogas a fim de evitar o mal-estar. A dependência psicológica indica a existência de alterações psíquicas que favorece a aquisição do hábito. O hábito é um dos aspectos importantes a ser considerado na toxicomania, pois a dependência psíquica e a tolerância significam que a dose deverá ser ainda aumentada para se obter os efeitos desejados. A tolerância é o fenômeno responsável pela necessidade sempre presente que o viciado sente em aumentar o uso da droga.
Em estado de dependência psíquica, o desejo de tomar outra dose ou de se aplicar, transforma-se em necessidade, que se não satisfeita leva o indivíduo a um profundo estado de angústia, (estado depressivo). Esse fenômeno não deverá ser atribuído apenas as drogas que causam dependência psicológica. O estado de angústia, por falta ou privação da droga é comum em quase todos os dependentes e viciados.

Requisitos Básicos da Dependência

1 - forte desejo ou compulsão para consumir a substância;
2 - dificuldade no controle de consumir a substância em termos do seu início, término ou níveis de consumo;
3 - estado de abstinência fisiológica quando o uso cessou ou foi reduzido (sintomas de abstinência ou uso da substância para aliviá-los);
4 - evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes da substância psicoativa são requeridas para alcançar efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas;
5 - abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor do uso da substância psicoativa, aumento do tempo necessário para obter ou tomar a substância psicoativa ou para se recuperar dos seus efeitos;
6 - persistência no uso da substância, a despeito de evidência clara de consequências manifestamente nocivas, tais como dano ao fígado por excesso de álcool, depressão consequênte a período de consumo excessivo da substância ou comprometimento cognitivo relacionado à droga.

Uso de Droga em Adolescentes
Idade de início
Substância
Tempo para uso problemático
11 anos
álcool
2,5 anos
12 anos
maconha
1 ano
13 anos
cocaína
6 meses
14 anos
crack
1 mês


Perfil dos Usuários
81%
são de classe média
46,8%
cursam o nível superior
50%
mencionam apenas os efeitos positivos da droga
84%
já tiveram episódios depressivos após o uso
65,6%
acreditam que o ecstasy é seguro
15,6%
já tiveram problemas financeiros pelo uso do ecstasy
100%
usam a droga em grupo
100%
são usuários de outras drogas como maconha, cocaína e LSD


Dados Epidemiológicos

20% da população usam substâncias psicoativas no decorrer da vida;
15% no mínimo são portadores da doença da dependência química;
10% a 12% desses usam mais de uma droga concomitante;
A incidência de DQ é de 2 a 6 vezes maior no homem;
DQ evolui do álcool para drogas mais pesadas;
150 mil óbitos/ano por alcoolismo nos USA;
15% dos DQ cometem suicídio (20 vezes maior que na população).

Transtornos Psiquiátricos em Pacientes Dependentes de Álcool

- 218 pacientes alcoolistas x 218 pacientes não alcoolistas - Serviço Ambulatorial Universitário do estado de São Paulo;
- Prevalência em toda vida (LTP) de transtornos psiquiátricos: 70% população alcoolista x 26% população não alcoolista;
- Depressão maior em 50%;
- Personalidade anti-social em 30%;
- Fobias em 20%;
- Abuso/dependência de outras drogas em 19%.

Transtornos de Personalidade na dependência da Cocaína

- prevalência ao longo da vida de transtornos psiquáticos foi de 69%;
- 29% com transtornos afetivos e ansiosos
- 40% com transtornos de personalidade
- 31% sem transtornos

Saiba como Agir nas Emergências

Aprenda a conhecer os sintomas de overdose (intoxicação aguda) e saiba o que fazer quando uma pessoa exagerou no uso de drogas e pode estar precisando da sua ajuda:

Conheça os sintomas:
- Perda da consciência, coma ou sono repentino e/ou profundo
- Respiração lenta ou curta ou parada da respiração
- Sem pulso ou pulso fraco
- Lábios roxos
- Convulsões, movimentos involuntários, desmaios
- Palpitação, taquicardia, dor no peito

Saiba o que fazer:
- Chame o resgate ou ajuda médica para emergências, imediatamente.
- Nunca deixe a pessoa sozinha.
- Deite a pessoa de lado, tenha certeza de não haver comida ou vômito na garganta.
- Afaste o queixo do peito.
- Nunca dê outra droga para combater o efeito.
- Nunca ponha nada na boca da pessoa, incluindo água ou medicamentos.
- Se a pessoa estiver tendo uma convulsão segure a sua cabeça com cuidado para não bater no chão ou em algum móvel

Atenção: A mistura de qualquer droga com álcool ou outras drogas aumenta o risco de overdose, ferimentos, violência, abuso sexual e morte.

Quem tem razão!

Você vive num quarto escuro e fechado e diz estar aberto para o mundo.
Você diz que ninguém fala a verdade, no entanto, mente o tempo todo para você mesmo.
Fala que ninguém o deixa viver em paz, contudo, vive cheio de agressividade.
Você quer toda liberdade do mundo, porém, vive com medo de ser preso.
Você grita que é forte e que sabe o que faz, mas, receia a própria sombra.
Você pede para que lhe deixem voar, entretanto, vive fora do ar ou no fundo do poço.
Você vive dizendo que quer ganhar muito dinheiro, todavia, queima tudo o que você ganha e o que tem.
Você diz que precisa de uma chance, mas, joga todas as chances fora.
Você vive dizendo que quer ter amigos, no entanto, não percebe que é seu maior inimigo.
Você se diz muito esperto e que não leva desaforo para a casa, porém, aceita ser dotado por quem lhe escraviza.
Você quer um pedacinho do Céu e não percebe que faz da sua vida um completo inferno.
Você caminha a passos largos para a morte e diz que isso é vida.

DEPENDÊNCIA QUÍMICA SE COMBATE COM RAZÃO, AMOR E VERDADE.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

O efeito devastador das drogas na saúde do coração!

Cada vez mais, nota-se o aumento do consumo de drogas, lícitas ou não, entre os jovens e adolescentes. Sentimentos como depressão, culpa, ansiedade exagerada e baixa auto-estima são alguns fatores relacionados ao uso de substâncias psicoativas. Entre as mais comuns, estão as ilícitas: maconha, cocaína e crack, entre outras. As consideradas lícitas, como o cigarro e o álcool, também são muito consumidas nessa faixa etária e têm efeitos devastadores.

Na busca por um falso prazer, por uma pseudo-segurança, as drogas são grandes vilãs. Acarretam irreparáveis prejuízos físicos e até mesmo psíquicos. “A maioria das drogas causa a liberação de hormônios do organismo responsáveis por aceleração do ritmo cardíaco e aumento da pressão arterial. Por conseqüência, ampliam as chances de arritmia cardíaca. É preciso encarar que se trata de um problema de saúde”, alerta o Dr. Bráulio Luna Filho, presidente da Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP).

De acordo com o Dr. Bráulio, os prejuízos provocados pelo uso dessas substâncias podem ser agudos - processo de intoxicação ou overdose - ou crônicos, com alterações irreversíveis em muitos casos. A cocaína, por exemplo, é a principal causa de infarto agudo do miocárdio em pessoas com menos de 30 anos. Já o crack, com ações mais intensas, é uma condenação à morte. A perspectiva de vida é reduzida drasticamente após dois anos de dependência.

A maconha não apresenta efeitos tão maléficos ao coração, pois causa relaxamento, em vez de excitação. Mas afeta outros órgãos com gravidade. “Os efeitos, a longo prazo, são resultados das reações anteriores. As tragadas, inaladas ou injetadas, repetidas e somadas, causam danos importantes, como micro-infartos e isquemias cardíacas”, adverte Dr. Bráulio. Vale lembrar que o determinante da gravidade é diretamente relacionado ao seu acúmulo e ao tempo de uso.

É preciso mais do que força de vontade e determinação para abandonar a dependência química. O recomendado é um tratamento psiquiátrico integrado, no qual família e usuário são assistidos em conjunto, além de um acompanhamento médico regular para avaliar a extensão dos prejuízos à saúde física.

Efeitos das drogas ilícitas mais conhecidas

Maconha

Altera a percepção, causando comprometimento da capacidade mental, boca seca, aumento do apetite, taquicardia, aumento da pressão arterial, ansiedade e alucinações. A longo prazo, provoca distúrbios respiratórios, síndrome de dependência, diminuição reversível ou não das capacidades cognitivas e alterações de fertilidade e libido.

Cocaína

Tida como droga estimulante, seus primeiros efeitos são a elevação da auto-estima, seguida de cansaço, insônia e perda de apetite. Após um curto período, gera uma forte depressão. A longo prazo, provoca a perda de tecido cerebral, danos à inteligência, necrose da mucosa nasal ou das veias, dependendo da forma do consumo, infecção sanguínea, pulmonar e coronária.

Crack

Provoca euforia plena seguida de depressão, insônia, perda da sensação de cansaço, de apetite, de peso e desnutrição, problemas pulmonares como tosse, expectoração, pneumonia e edema pulmonar. A longo prazo, causa ataque cardíaco, derrame cerebral, aumento da pressão arterial e convulsão.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Campanha contra as drogas!

Consciência

Os famosos e as drogas

Os famosos e as drogas

Em 1959, Judy Garland, uma das mais célebres cantoras e atrizes de Hollywood, quase morreu de uma doença hepática causada pelo uso excessivo de remédios e álcool. Sua morte só ocorreria dez anos depois, de uma overdose de barbitúricos. Não foram poucas as personalidades que tiveram problemas com as drogas. A seguir, uma relação de gênios e mitos que usaram drogas, desde remédios para dormir até drogas mais pesadas como a cocaína. Marilyn Monroe, outro grande mito do cinema, morreu por causa de uma overdose de calmantes e barbitúricos. O cantor e eterno “ Rei do Rock” Elvis Presley abominava cocaina, maconha e heroína, mas em compensação, vivia abusando de drogas medicamentosas. Elvis costumava consumir moderadores de apetite e remédios para perda de peso em conquetéis diários. Um certo dia, foi encontrado desmaiado no banheiro de casa e mais tarde declarado morto. A autópsia revelou que o ataque cardíaco que o vitimara provavelmente fora ocasionado pela ingestão de oito ou mais drogas. O também norte-americano Tennessee Williams , além de usar tranquilizantes em demasia, consumia álcool sempre além da conta. Por causa do alcoolismo, o escritor brasileiro Lima Barreto, autor de clássicos como Triste Fim de Policarpo Quaresma e Recordações do Escrivão Isaías Caminha, esteve internado duas vezes em manicômio. Em virtude de problemas com álcool, Jack Kerouac sofreu uma hemorragia de varizes no esôfago, o que o levou a fazer 26 transfusões de sangue. Foi o alcoolismo que acabou levando Kerouac à morte. Também foi o excesso de álcool que tirou a vida do cantor brasileiro Raul Seixas. O consumo abusivo da bebida fez com que Raul se internasse para tratar da depência. Os resultados, no entanto, não foram duradouros. Raul sempre voltava a beber. Sua morte ocorreu em agosto de 1989, vítima de pancreatite aguda. A morte da cantora Elis Regina foi ocasionada pela perigosa mistura de bebida alcoólica com cocaína. Outro que se afundou no álcool foi Edgar Allan Poe. O escritor norte-americano entregou-se de vez à bebida na ocasião da doença e morte da esposa. Embora conseguisse se manter em pé, ele foi encontrado várias vezes embriagado. Numa dessas ocasiões, Poe passa terrivelmente mal, é socorrido, mas falece dias depois no hospital. Uma das personalidades que abusou do álcool foi Gioacchino Rossini. Dizem que foi embriagado que o compositor italiano compôs a maior parte de sua obra. Autor do clássico teatral Esperando Godot, o irlandês Samuel Beckett também vivia alcoolizado. Outro que bebia compulsivamente era o escritor norte-americano Dashiell Hammett. O escritor Truman Capote, de À Sangue Frio, também era um grande consumidor de bebida alcoólica. Frequentador assíduo de pubs, o pintor Francis Bacon (que era compatriota de Beckett) costumava ser visto embriagado. Além de alcoólatra, Bacon, famoso por suas pinturas de corpos e rostos deformados, era viciado em jogos. Vincent Van Gogh, um dos maiores pintores nascidos na Holanda, era viciado em absinto, uma bebida com alto teor alcoólico que, além de dependência, causa sérios danos ao organismo. Artista que viveu praticamente na mesma época que Van Gogh, o francês Toulouse-Lautrec também era chegado no absinto. O abuso do álcool ajudou a abreviar a vida do pintor que melhor soube retratar em sua obra a noite parisienses e seus cabarés. Os poetas Paul Verlaine e Arthur Rimbaud não se limitaram ao absinto. Além da bebida, ambos consumiram diversos tipos de drogas, entre elas o ópio e a maconha. Jack Pollock se encontrava embriagado no momento em que sofreu o acidente de automóvel que acabou por lhe tirar a vida. Não era à tôa que ele estava bêbado. O pintor, um dos maiores mitos da arte norte-americana da primeira metade do século XX, conviveu durante boa parte de sua vida adulta com o vício do álccol. Jean-Michel Basquiat, famoso por sua obra e pela parceria com Andy Warhol, morreu de overdose de heroína. Certa vez, o pintor nascido nos Estados Unidos foi trancado num atêlie até pintar um número suficiente de quadros para uma exposição. Recluso, Basquiat era abastecido de maconha, cocaina e heroína por uma portinhola. Billie Holiday certa vez foi presa sob a acusação de “receber, facilitar o transporte e ocultar drogas”. Viciada, a cantora, que se consagrou como mito da música negra norte-americana, faleceu em virtude de uma overdose de heroína. A cantora Janis Joplin, um mito da contracultura e dos anos 1960, detestava certos tipos de drogas como LSD e maconha, mas acabou morrendo de overdose de heroína. Quinze dias antes de Janis Joplin, falecia o guitarrista Jimi Hendrix. O lendário Hendrix morreu sufocado pelo próprio vômito a caminho do hospital, depois de uma overdose de barbitúricos. Jim Morrison, vocalista do grupo The Doors, foi encontrado morto na banheira do apartamento onde vivia. Exames revelaram que ele falecera em virtude de um ataque cardíaco. Sempre se desconfiou de que Morrison morrera de overdose. A suspeita é de que ele tenha cheirado heroína aos invés de cocaína. Viciado em heroína, Kurt Cobain, vocalista e líder do mitológico grupo de rock Nirvana, costumava se apresentar drogado. William S. Burroughs, além de dependente de heroína, foi consumidor de LSD e cocaina. O autor de livros como Almoço Nú e Junky chegou a ser preso por porte de drogas. Figura folclórica dos inesquecíveis anos 1950 e psicodélicos anos 60, Allen Ginsberg particiou de quase todos eventos importantes da época. Mais do que isso, ele experimentou de quase tudo em matéria de drogas, principalmente maconha e LSD. Ginsberg não só experimentou como ajudou a transformar o LSD na droga da moda entre os hippies e a juventude de Woodstock, do Stonewall e dos protestos contra a Guerra do Vietnã. Jean Cocteau – poeta, escritor, crítico de arte, desenhista, escultor e (ufa) cineasta francês – manteve o vício do ópio durante um longo tempo. O vício era tamanho que, num determinado momento, sentindo-se deprimido, Cocteau chegou a fumar 60 cachimbos da droga por dia, o que o obrigou a passar por um doloroso período de desintoxicação. O poeta e pintor britânico Dante Gabriel Rossetti era viciado em ácido clorídrico, substância usada como remédio para dormir. Dante chegou a ter um colapso por causa da substância, mas nem assim abandonou o vício. Já a cantora Edith Piaf, ícone da canção francesa do século XX, manteve durante longo tempo o vício da morfina. Aldous Huxley, autor do clássico Admirável Mundo Novo, narrou suas experiências com alucinógenos num livro chamado As Portas da Percepção. Também foram as drogas (em especial o ópio e haxixe) que inspiraram o poeta Charles Baudelaire a escrever Os Paraísos Artificiais, uma reflexão sobre o uso de substâncias alucinógenas. Baudelaire e Huxley não foram os únicos nem os últimos a passar as experiências com drogas para o papel. O escritor Paulo Mendes Campos certa vez escreveu um relato sobre experiências com alucinógenos que foi extremamente elogiado pela crítica. Para escrever sobre o assunto, o escritor brasileiro experimentou LSD sob a supervisão médica de um amigo. Seus pontos de vista e observações estão no ensaio Experiências com LSD, publicado pela primeira vez no começo dos anos 1960.